Blog de Silvia Mussi


17/02/2010


http://www.youtube.com/watch?v=Frwg-R4Cv9o

Escrito por Silvia às 9h19 PM
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LindoLindo L

O Melro- Guerra Junqueiro

 

 melro ao ver aproximar o abade,

Despertou da atonia,

Lançando-se furioso contra a grade

Do cárcere. Torcia,

Para os partir os ferros da prisão,

Crispando as unhas convulsivamente

Com a fúria dum leão.

Batalha inútil, desespero ardente!

Quebrou as garras, depenou as asas

E alucinado, exangue,

Os olhos como brasas,

Herói febril, a gotejar em sangue,

Partiu num voo arrebatado e louco,

Trazendo dentro em pouco

Preso no bico um ramo de veneno. E belo e grande e trágico e sereno Disse:

Meus filhos, a existência é boa

Só quando é livre.

A liberdade é a lei

Prende-se a asa, mas a alma voa…

Ó filhos voemos pelo azul!... Comei!

E mais sublime do que Cristo quando

Morreu na cruz, maior do que Catão,

Matou os quatro filhos, trespassando

Quatro vezes o coração!

Soltou fitando o abade, uma pungente

Gargalhada de lágrimas, de dor,

E partiu pelo espaço heroicamente,

Indo cair, já morto de repente

Num carcavão com silveirais em flor.

E o velho abade, lívido d´espanto, Exclamou afinal:

Tudo que existe é imaculado e é santo!

Há em toda a miséria o mesmo pranto

E em todo o coração há um grito igual.

Deus semeou d´almas o universo todo.

Tudo o que vive ri e canta e chora…

Tudo foi feito com o mesmo lodo,

Purificado com a mesma aurora.

O mistério sagrado da existência,

Só hoje te adivinho,

Ao ver que a alma tem a mesma essência

Pela dor, pelo amor, pela inocência,

Quer guarde um berço, quer proteja um ninho!

Só hoje sei que em toda a criatura,

Desde a mais bela até à mais impura,

Ou numa pomba ou numa fera brava,

Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!....

Ah Deus é bem maior do que eu julgava….

XVII

E quedou silencioso. O velho mundo,

Das suas crenças antigas, num momento

Viu-o sumir exausto, moribundo

Nos abismos sem fundo

Do tenebroso mar do pensamento.

E chorou e chorou… A Igreja, a Crença,

Rude montanha, pavorosa, escura,

Que enchia o globo com a sombra imensa

Dos seus setenta séculos d´altura;

O Himalaia de dogmas triunfantes,

Mais eternos que o bronze e que o granito,

Onde aos profetas Deus falava dantes

Entre raios e nuvens trovejantes

Lá dos confins sidérios do infinito;

Esse colosso enorme, em dois instantes

Viu-o tremer, fender-se e desabar

Numa ruína espantosa,

Duma avezinha trémula, a expirar!

E arremessando a bíblia, o velho abade murmurou:

Há mais fé e há mais verdade,

Há mais Deus com certeza

Nos cardos secos dum rochedo nu

Que nessa bíblia antiga… Ó Natureza,

A única bíblia verdadeira és tu!...

Escrito por Silvia às 9h14 PM
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23/11/2009


INSTANTES

Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros.

Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.

Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade bem poucas coisas levaria a sério.

Seria menos higiênico.

Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios.

Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente cada minuto da vida, claro que tive momentos de alegria.

Mas se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.

Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos, não percas o agora.

Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas. Se voltasse a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e continuaria assim até o fim do outono.

Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente.

Mas já viram, tenho oitenta e cinco anos e sei que estou morrendo.

(Jorge Luís Borges

 

Poema aos amigos:  Jorge Luis Borges

Não posso dar-te soluções para todos os problemas da vida
nem tenho resposta para as tuas duvidas ou medos
mas posso escutar-te e compartilhá-las contigo...
Não posso mudar  o teu passado e futuro
mas quando precisares de mim, estarei junto a ti
Não posso evitar que tropeçes
só posso oferecer-te a minha mão para que te apoies e não caias
Tuas alegrias, triunfos e êxitos não são meus
mas disfruto sinceramente quando te vejo feliz
Não julgo as decisões que tomas na vida, limito-me a apoiar-te, a estimular-te e a ajudar-te, se mo pedes
Não posso traçar-te limites dentro dos quais deves agir, mas sim oferecer-te esse espaço, necessário para crescer
Não posso evitar teu sofrimento quando alguma pena te parte o coração
mas posso chorar contigo e recolher os pedaços para amar novamente
não posso decidir quem és, nem quem deverias ser
só posso amar-te como és e ser teu amigo
Nestes dias pensei nos meus amigos e amigas
não estavas nem acima nem abaixo da média
Não começavas nem acabavas a lista
não eras o primeiro nem o último
(...)
E tão pouco tenho a pretenção de ser o primeiro, o segundo ou o terceiro da tua lista
Basta que me queiras como amigo...
Obrigado por o seres.

Escrito por Silvia às 10h18 PM
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07/10/2009


Guerra Junqueiro, 1896 

 
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem idéias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.

 

Escrito por Silvia às 11h16 PM
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05/08/2009


"Há tantos burros mandando em homens inteligentes,
que, às vezes,
fico pensando que a burrice é uma Ciência." Ruy Barbosa
 
  
 " Finge-te de idiota, e terá o céu e a terra".  Nelson Rodrigues
 
 
O que me assusta é que talvez eles tenham razão......

Escrito por Silvia às 9h01 PM
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26/07/2009


A menina e o pássaro encantado (Rubem Alves)

24, Abril, 2008 at 7:30 am | In Canto da poesia | 1 Comment
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8)
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar.
Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades…
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
“- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você…”.
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
“… Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.
Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.”
E de novo começavam as estórias.
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.
Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
“- Tenho que ir”, ele dizia.
“- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar….”.
“- Eu também terei saudades”, dizia o pássaro. “– Eu também vou chorar.Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades. Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Assim ele partiu. A menina sozinha chorava de tristeza à noite, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.
“- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz”.
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.
Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar.
Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
“- Ah! Menina… Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias…”.
Sem a saudade, o amor irá embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente. Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram- se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não mais agüentou.
Abriu a porta da gaiola.
“- Pode ir, pássaro, volte quando quiser…”.
“- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito.
Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita. E você se enfeitará para me esperar…”
E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
“- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo…”.
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos…
“- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.
Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar.
AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.
- Quem sabe ele voltará amanhã….
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro

Escrito por Silvia às 9h41 PM
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13/07/2009


SETTEMBRE
Accurato/a, prudente e organizzato/a.
Gli/le piace far vedere agli altri i propri sbagli.
Gli/le piace criticare.
Taciturno/a però buon conversatore/ice.
Moderato/a.
Amabile e simpatico/a.
Persona degne di fiducia.
Leale e onesto/a.
Fa bene il proprio lavoro.
Persona che sa mantenere i segreti.
Sensibile, generoso/a.
Ha buona memoria.
Astuto/a.
Gli/le piace fare ricerche in nuovi campi.
Si deve controllare quando inizia a criticare.
Buon intenditore/ice.
Divertente.
Riservato/a.
Adora gli sport, il tempo libero e viaggiare.
Non mostra facilmente le proprie emozioni.
Tende a tenersi ciò che sentono.
Spende molto tempo nel decidersi, specialmente quando si tratta di scegliere un partner.

Escrito por Silvia às 6h22 PM
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04/01/2009


JARDIM  Rubem Alves

                                            ................................................................................  

Depois de uma longa espera consegui, finalmente, plantar o meu jardim. Tive de esperar muito tempo porque jardins precisam de terra para existir. Mas a terra eu não tinha. De meu, eu só tinha o sonho. Sei que é nos sonhos que os jardins existem, antes de existirem do lado de fora. Um jardim é um sonho que virou realidade, revelação de nossa verdade interior escondida, a alma nua se oferecendo ao deleite dos outros, sem vergonha alguma... Mas os sonhos, sendo coisas belas, são coisas fracas. Sozinhos, eles nada podem fazer: pássaros sem asas... São como as canções, que nada são até que alguém as cante; como as sementes, dentro dos pacotinhos, à espera de alguém que as liberte e as plante na terra. Os sonhos viviam dentro de mim. Eram posse minha. Mas a terra não me pertencia.

Mas não era bem isto que eu queria. Queria o jardim dos meus sonhos, aquele que existia dentro de mim como saudade. O que eu buscava não era a estética dos espaços de fora; era a poética dos espaços de dentro. Eu queria fazer ressuscitar o encanto de jardins passados, de felicidades perdidas, de alegrias já idas. Em busca do tempo perdido... Uma pessoa, comentando este meu jeito de ser, escreveu: "Coitado do Rubem! Ficou melancólico. Dele não mais se pode esperar coisa alguma..." Não entendeu. Pois melancolia é justamente o oposto: ficar chorando as alegrias perdidas, num luto permanente, sem a esperança de que elas possam ser de novo criadas. Aceitar como palavra final o veredicto da realidade, do terreno baldio, do deserto. Saudade é a dor que se sente quando se percebe a distância que existe entre o sonho e a realidade. Mais do que isto: é compreender que a felicidade só voltará quando a realidade for transformada pelo sonho, quando o sonho se transformar em realidade. Entendem agora por que um paisagista seria inútil? Para fazer o meu jardim ele teria que ser capaz de sonhar os meus sonhos...

Sonho com um jardim. Todos sonham com um jardim. Em cada corpo, um Paraíso que espera... Nada me horroriza mais que os filmes de ficção científica onde a vida acontece em meio aos metais, à eletrônica, nas naves espaciais que navegam pelos espaços siderais vazios... E fico a me perguntar sobre a perturbação que levou aqueles homens a abandonar as florestas, as fontes, os campos, as praias, as montanhas... Com certeza um demônio qualquer fez com que se esquecessem dos sonhos fundamentais da humanidade. Com certeza seu mundo interior ficou também metálico, eletrônico, sideral e vazio... E com isto, a esperança do Paraíso se perdeu. Pois, como o disse o místico medieval Angelus Silésius:

"Se, no teu centro um Paraíso não puderes encontrar, não existe chance alguma de, algum dia, nele entrar."

Este pequeno poema de Cecília Meireles me encanta, é o resumo de uma cosmologia, uma teologia condensada, a revelação do nosso lugar e do nosso destino:

 "No mistério do Sem-Fim, equilibra-se um planeta. E, no planeta, um jardim, e, no jardim, um canteiro: no canteiro, urna violeta, e, sobre ela, o dia inteiro, entre o planeta e o Sem-Fim, a asa de urna borboleta."

Metáfora: somos a borboleta. Nosso mundo, destino, um jardim. Resumo de uma utopia. Programa para uma política. Pois política é isto: a arte da jardinagem aplicada ao mundo inteiro. Todo político deveria ser jardineiro. Ou, quem sabe, o contrário: todo jardineiro deveria ser político. Pois existe apenas um programa político digno de consideração. E ele pode ser resumido nas palavras de Bachelard: "O universo tem, para além de todas as misérias, um destino de felicidade. O homem deve reencontrar o Paraíso." (O retorno eterno, p 65).

 

Escrito por Silvia às 10h42 PM
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08/12/2008


CELEBRIDADES ENGAJADAS E MODA CONSCIENTE (By Silvia Mussi)

Bono Vox não é só o charmosérrimo vocalista do U2, é também uma dessas celebridades engajadas em ajudar os menos favorecidos através da sustentabilidade do planeta. Isso mesmo, Bono e sua esposa Ali Hewson (ativista) criaram a grife EDUN, marca assinada pelo estilista Rogan Gregory que é também o sócio da grife.

Fundada na primavera de 2005, a Edun é uma empresa com fins lucrativos, baseada na premissa de comércio, mas com o diferencial de ser voltada ao ecológicamente correto e a diminuir a desigualdade social. Especializada em vestuário orgânico, traz como missão criar belas roupas, através de trabalho sustentável em áreas em desenvolvimento do planeta, particularmente na África, em vez de praticar caridades. Além disso, a marca age como uma forte voz, incentivando investimentos do mercado da moda no continente africano, como alternativa para terminar com a extrema pobreza que afeta a região. Dessa forma, as peças são produzidas também em países como Índia, Tunísia, Quênia, Peru, Uganda, Lesoto, Mauritius e Madagascar. Todas as camisetas da etiqueta são 100% algodão orgânico (tendo como principal fornecedor a empresa Indeo). Desde 2007 um novo braço da organização, o Edun Live, trabalha com algodão produzido na África e de textura super macia na produção de camisetas. Com um visual clean, A EDUN traz coleções para homens e mulheres, como tops, calças, jeans, vestidos, jaquetas, malhas e suéteres e podem ser encontrados em algumas lojas multimarcas na Europa e Japão.

Enfim, cada um, à sua maneira faz sua parte. Façamos também a nossa. Porque mesmo que pareça pouco, já será muito.

Escrito por Silvia às 7h25 PM
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29/11/2008


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GERARD BUTLER:  CHARMOSO DEMAIS 

Escrito por Silvia às 7h50 PM
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24/11/2008


Veio da Índia a frase do célebre poeta Rabindranath Tagore
sobre por que existiam as crianças:

"São a eterna esperança de Deus nos homens".

Sentados à beira do rio, dois pescadores seguram suas varas à espera de um peixe. De repente, gritos de crianças trincam o silêncio. Assustam-se olham para a frente, olham para trás. Nada. Os berros continuam e vêm de onde menos esperam. A correnteza trazia duas crianças pedindo socorro.

Os pescadores pulam na água. Mal conseguem salvá-las com muito
esforço, quando ouvem mais berros e notam mais quatro crianças debatendo-se na água. Desta vez, apenas duas são resgatadas. Aturdidos, os dois ouvem uma gritaria ainda maior. Dessa vez, oito crianças vindo correnteza abaixo. Um dos pescadores vira as costas ao rio e começa a ir embora. O amigo exclama: - Você está louco, não vai me ajudar?
Sem deter o passo, ele responde: - Faça o que puder. Vou tentar descobrir quem está jogando as crianças no rio.


"Essa antiga lenda indiana retrata como nos sentimos no Brasil. Temos poucos braços para tantos afogados. Mal salvamos um e vários descem rio abaixo, numa corrente incessante de apelos e mãos estendidas.
Somos obrigados a cair na água e, ao mesmo tempo, sair à procura de quem joga as crianças. Incrível como alguns homens às margens do rio conseguem conviver com os berros. E até dormir sem sobressaltos. É como se não ouvissem. Se o pior cego é aquele que não quer ver, o pior surdo é aquele que não quer escutar. É gente que não conhece o prazer infinito da solidariedade. Não conhece o encanto do estender poucos centímetros de braço e encostar os dedos nas estrelas.
Tão fácil agarrar uma estrela, refletida no brilho dos olhos de quem
salvamos por falta de ar. Por sorte temos pescadores que, dia após dia, mostram como as crianças sobrevivem nos homens. E como é doloroso o parto de um homem precoce no corpo de um menino.(...)"

Nosso país precisa reagir a tudo isso que esta aí... pois nós somos esse país e essa terra.

Mande para todos os seus amigos até chegar nas mãos de nossos governantes, talvez eles acordem para os cidadãos vivos desse Brasil e deixem de se preocupar com os mortos...

Escrito por Silvia às 10h58 PM
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09/11/2008


                        13 LINHAS PARA VIVER

1) Te amo não por quem tu és, mas por quem sou quando estou contigo

2) Nenhuma pessoa merece tuas lágrimas e quem as merece não te faz chorar.

3) Só porque alguém não te ama como tu desejas, não significa que não te ame com todo o seu ser.

4) Um verdadeiro amigo é quem te pega a mão e te toca o coração.

5) A pior forma de sentir falta de alguém é estar sentado a seu lado e saber qeu nunca o poderá ter.

6) Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estais triste porque nunca sabes quem podera enamorar-se de teu sorriso.

7) Podes ser somente uma pessoa para o mundo, mas para alguma pessoa tu és o mundo.

8) Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo.

9) Quem sabe Deus queira que conhecças muita gente enganada antes que conheças a pessoa adequada para que, quando no fim a conheças, saibas estar agradando.

10) Não chores porque já terminou, sorria porque aconteceu.

11) Sempre haverá gente que te machuque. Assim, o que tens de fazer é seguir confiando e só ser mais cuidadoso em quem confias duas vezes.

12) Converte-te em uma melhor pessoa e assegura-te de saber quem és antes de conhecer mais alguém e esperar que essa pessoa saiba quem és.

13) Não te esforces tanto, as melhores coisas acontecem quando menos esperas.

Tudo o que acontece, sucede por alguma razão...

GABRIEL GARCÍA MARQUEZ

Escrito por Silvia às 9h48 PM
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12/10/2008


PRIMAVERA

  Silvia Mussi, advogada e produtora de modas

 

A moda constantemente tem nos presenteado com a infinita possibilidade de usarmos o que bem quisermos, ou seja, modelos inspirados nos anos `50, ‘70, `80,  as coleções baseadas em idéias futuristas e  materiais recicláveis.

As flores, as rendas, as cores podem e devem ser usadas à vontade. Tecidos leves, floridos, xadrez e listrados, estampas grandes e pequenas, vestidos longos, curtos, balonês, bermudas, macacões, calças jeans em tons claros, acinzentados, escuros usados com blusas leves e descontraídas formam a perfeita combinação da primavera- verão. Dessa forma tudo é permitido, desde que sem excessos porque as estampas por si só são suficientes para criar um visual charmoso, característica de nossa exuberante primavera brasileira !

Escrito por Silvia às 9h58 PM
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15/09/2008


MODA URBANA-Etiqueta

 

 

Etiqueta é algo que nunca cai de moda, engana-se quem acha que ela não mais existe, pelo contrário nunca esteve tão em alta.

 

Se perguntarmos às pessoas o que elas preferem: -Serem consideradas chiques, bem vestidas e educadas ou sem classe, vulgares e grosseiras ? Com certeza a resposta será a primeira opção e é ela, a ETIQUETA quem distingue que tipo de pessoa você é, que tipo de educação você teve.

 

Ressalte-se que “TER EDUCAÇÃO” não é o mesmo que ter dinheiro, não é o mesmo que ser importante. Ter educação é respeitar os mais velhos, é não querer aparecer ou então aparecer, mas desde que em local e hora convenientes. É saber o seu devido lugar!

 

Todos podem ter os mesmos sapatos, uns pagam à vista, outros parcelam, mas nos pés eles são os mesmos. E o que diferencia essas pessoas umas das outras???? - A ETIQUETA ! É ela quem ensina saber como, quando e onde usá-los, ensina saber o que vestir entre uma balada e uma reunião, uma festa e uma missa, entre um evento e outro. Você pode até transgredir as regras, mas até para transgredi-las existe um código, exige conhecimento, exige etiqueta.

 

Você pode não ser ainda uma pessoa chique, não se afobe, basta ser você mesmo na sua melhor essência. É simples: busque aprender, ler, cultivar as boas maneiras e o respeito e não esquecer de que somos todos iguais.......mas sem máscaras, porque as máscaras não são eternas e um dias elas caem!

 

Com certeza, uma calça jeans velha, uma camiseta branca em uma pessoa educada é muito mais chique do que um caro vestido de festa em alguém vulgar e sem bons modos.

 

Por isso, busque sempre ser alguém melhor.....Isso é estar na MODA!

 

Silvia Maria Palhares Mussi é Advogada formada pela UNAERP/RP e Produtora de Modas SENAC/SP.

 

Escrito por Silvia às 4h56 PM
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“Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar."  Clarice Lispector

Escrito por Silvia às 4h50 PM
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